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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Retiro Francisclariano 2019

Retiro e Capítulo da TSSF 
Terceira Ordem da Sociedade de São Francisco
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Tema: A Fé Política no chão que pisamos: 
Qual nosso testemunho?

Data: 30 de agosto a 1º de setembro de 2019
Abertura na sexta-feira a noite 
e encerramento no domingo maio dia

Local: Paróquia da Ascensão e Setek
Av. Ludolfo Boehl, 300.
Teresópolis Porto Alegre/RS

Inscrição e hospedagem: R$ 300,00 

Informações:
Ana Lúcia: (51) 999196224
prof.ingles.poa@gmail.com
Pilato: (51) 985463317
pilatopereira@gmail.com

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Notas de Formação – Lição 2

Nesta postagem no blog Claras e Franciscos segue a Lição 2. 
Desejamos a todos e todas uma boa leitura.

Notas de Formação – Lição 2
O Companheiro Espiritual
O que há neste estudo?
Exploraremos como o ideal francisclariano é alcançado apenas em comunidade e com o apoio de uma companheira espiritual, alguém que se identifique com a sua vocação, que não o julgue pelas suas lutas e o encoraje ao longo do caminho.

Para começar a explorar
1.Você tem atualmente um companheiro espiritual? Caso afirmativo, dar um exemplo de algo que ele ou ela ajudou você a entender, algo que a oração ou o estudo sozinho não iluminaram completamente. Caso que não, você vai buscar logo?
2. O que você espera do relacionamento com sua companheira espiritual?
3. Santo Aelred disse: "Aquele que permanece na 'amizade' permanece em Deus, e Deus nele" (1 João 4:16 parafraseado). Como pode manter o seu relacionamento centrado em Cristo?

Aprendendo com as Fontes Franciscanas
Da Forma de Vida
E depois que o Senhor me deu Irmãos, ninguém me mostrou o que deveria fazer, mas o próprio Altíssimo me revelou que eu deveria viver segundo a forma do Santo Evangelho.
Testamento
Da Correção
Bem-aventurado o servo que suporta advertência, acusação e repreensão de outro tão pacientemente como de si mesmo. Bem-aventurado o servo que, na repreensão, benignamente aquiesce, com reverência obedece, com humildade se confessa e da boa vontade a satisfaz.
As Admoestações de São Francisco, 22

Como S. Francisco recebeu o conselho de S. Clara e do Frei Silvestre
O humilde servo de Cristo S. Francisco, pouco tempo depois de sua conversão, tendo já reunido e recebido na Ordem muitos companheiros, entrou a pensar muito e ficou em dúvida sobre o que devia fazer, se somente entregar-se à oração, ou bem a pregar algumas vezes: e sobre isso desejava muito saber a vontade de Deus.
E porque a humildade que tinha não o deixava presumir de si nem de suas orações, pensou de conhecer a vontade divina por meio das orações dos outros.
Pelo que chamou Frei Masseo e disse-lhe assim: "Vai a Soror Clara e dize-lhe da minha parte que ela com algumas das mais espirituais companheiras rogue devotadamente a Deus seja de seu agrado mostrar-me o que mais me convém: se me dedicar à pregação ou somente à oração. E depois vai a Frei Silvestre e dize-lhe o mesmo".
Foi Frei Masseo, e conforme a ordem de S. Francisco, deu conta da embaixada primeiramente a S. Clara e depois a Frei Silvestre. O qual, logo que a recebeu, imediatamente se pôs em oração e, rezando, obteve a resposta divina, e voltou a Frei Masseo e disse-lhe assim: "Isto disse Deus para dizeres ao irmão Francisco: que Deus não o chamou a este estado somente para si; mas para que ele obtenha fruto das almas e que muitos por ele sejam salvos".

Obtida esta resposta, Frei Masseo voltou a S. Clara para saber o que ela tinha conseguido de Deus; e respondeu que ela e outra companheira tinham obtido de Deus a mesma resposta que tivera Frei Silvestre. Com isto tornou Frei Masseo a S. Francisco; e S. Francisco o recebeu com
grandíssima caridade e perguntou-lhe: "Que é que ordena que eu faça o meu Senhor Jesus Cristo?" Respondeu Frei Masseo: "Tanto a Frei Silvestre como a Soror Clara e à irmã, Cristo respondeu e revelou que sua vontade é que vás pelo mundo a pregar, porque ele não te escolheu para ti somente, mas ainda para a salvação dos outros".
E então S. Francisco, ouvindo aquela resposta e conhecendo por ela a vontade de Cristo, levantou-se com grandíssimo fervor e disse: "Vamos em nome de Deus".
Florezinhas 16

Uma Leitura de os Princípios
Dia Vinte e Seis – A Segunda Nota (continuação)
Portanto, nós ansiamos por amar a todos a quem estão ligados por laços de família ou amizade. Seu amor por eles e elas se desenvolve à medida que seu amor por Cristo se aprofunda.
Nós temos um amor e uma afeição especiais para com os demais membros da erceira Ordem, orando uns pelos outros individualmente e buscando crescer nesse amor. Nós estamos de guarda contra qualquer coisa que possa prejudicar este amor, e nós procuramos a reconciliação com aqueles de quem nós estamos separados. Nós buscamos ter o mesmo amor para com aqueles com quem temos pouca afinidade natural, pois este tipo de amor não se firma na emoção, mas é um elo firmado em sua própria união comum com Cristo.

Explorando mais profundamente: O Companheirismo Espiritual
Por que você precisa de uma Companheira Espiritual?
Para seguir Jesus, praticar uma disciplina Francisclariana, amar a Deus e a nossos vizinhos cordialmente, precisamos de um apoio, de um amigo, de restaurador de perspectiva, em resumo, de um guia.
O companheirismo espiritual tem que envolver toda nossa vida: nossas relações em nossas famílias e comunidades como também nossas relações com Deus em oração e ação. Uma companheira espiritual nos ajuda a nos ver como Deus nos vê, com nosso potencial ou forças e fraquezas, e a vermos o mundo e nossos irmãos e irmãs como Deus os vê, com necessidades físicas e espirituais.
Para companheiro, escolha alguém com quem você pode se encontrar regularmente, e que pode ser objetivo com você. Escolha alguém cujas sugestões você considerará seriamente quando elas conflitarem com as suas próprias. Lembre-se de que há muitos homens e mulheres leigos pensadores e devotos que podem servir como Companheiros Espirituais; eles não precisam ser clérigos. Sua companheira precisa saber o que você está tentando fazer e que ferramentas espirituais você usa na tarefa. Ele ou ela também precisa saber sua situação de vida, que demandas você tem e quais suas responsabilidades.

Um Companheiro Espiritual é alguém que é:
um apoio e companheira no caminho.
às vezes uma caixa de ressonância.
às vezes um catalisador, acelerando ou reduzindo a velocidade de reações, ajudando a nos transformar na pessoa que Deus quer que sejamos.
às vezes um guia, nos dirigindo pela névoa de nossas emoções, de nossa depressão, de nossa visão.
às vezes uma pedra de toque que testa nossas motivações ou intenções.
às vezes uma força que nos acalma, restabelecendo nosso equilíbrio quando problemas pessoais ou simplesmente a loucura de um mundo materialista transtorna nosso equilíbrio.

Ao escolher um Companheiro Espiritual, lembre-se de que ele ou ela:
● tem que entender seu compromisso com um Cristianismo radical do modo franciscano, uma vida de oração, disciplina, estudo e trabalho que produz humildade, amor e alegria.
● tem que ter humildade para ouvir e responder; é capaz de ouvir além do que as palavras dizem sem julgamento; não é autócrata.
● tem que ter conhecimento de si mesmo e seu próprio espírito; tem prática pessoal de oração.
● tem reverência para todas as criaturas de Deus e deseja o bem-estar delas e de você.
● tem disciplina de si mesmo e sabe respeitar fronteiras pessoais.

Com que frequência vocês devem se reunir?
Normalmente, uma vez cada mês, mas depende das circunstâncias individuais, trimestralmente pode ser suficiente. Confirmar com seu diretor de formação e sua companheira espiritual o que funciona o melhor para você e sua desenvolvimento no caminho francisclariano. A meta é manter uma relação aberta e saudável com o companheiro espiritual. Se você perceber que está demorando para se reunir com sua companheira espiritual, pergunte-se porquê.

Para Reflexão:
1. Agora, como você vê o relacionamento com sua companheira espiritual?
Que insight você ganhou ao estudar esta lição?
2. O que mais anima você em relação à seu companheiro espiritual? O que mais desafia você?
3. O que as seguintes palavras do cisterciense Thomas Merton significam para você? "O guia espiritual vale o seu sal se conduzir uma campanha determinada contra todas as formas de ilusão que se levantam da ambição espiritual e da autocomplacência que apontam para estabelecer o ego em glória espiritual." (Zen e os Pássaros do Desejo)

Notas para sua Companheira Espiritual
Conforme com a Constituição da TSSF, seção 4.1.a: Cada membro da Terceira Ordem deve ter um Companheiro Espiritual, que normalmente tem a seu vez o seu próprio Companheira Espiritual e aceita os ‘Princípios’ como a base da direção.
Os Companheiros Espirituais de terciário/as podem ter treinamento formal e longa experiência em direção ou nenhuma; eles podem ser clérigos, membros de ordens religiosas ou leigos. Onde quer que você esteja no largo espectro da direção, agradecemos sua vontade de ajudar. Sem companheirismo, todos corremos risco da autodesilusão e caímos na vala da jornada espiritual. Não há nada tão importante para nossa saúde espiritual como uma boa Companheira Espiritual. (De Um Guia Franciscano para Diretor Espiritual, TSSF, Província das Américas, Rev. Robert Goode, 1991. Revisado de 2000.)

Fundamentos para o Companheiro Espiritual se lembrar:
O companheirismo espiritual não é igual ao aconselhamento pastoral. Serve para ajudar um indivíduo a reconhecer e desenvolver uma relação pessoal mais profunda com Deus.
● Tudo o que é dito durante a companheirismo é confidencial e não deve ser compartilhado fora da relação.
● Manter o tempo com seu formando focalizado na direção mais do que em uma conversação casual é especialmente importante se seu dirigido também for seu amigo. Fixar e manter um tempo específico para começar e terminar o encontro e manter isto pode ajudar em guardar à parte o tempo social. (Uma hora normalmente é o mais correto.)
● Tudo na vida de seu formando refletirá sua relação com Deus. A vida religiosa de uma pessoa não é algo que possa ser separado da sua vida do dia-a-dia. Em geral, se as relações pessoais da pessoa estão fora de controle, assim será a relação da pessoa com Deus.
● Comece fazendo algumas perguntas. Como seu formando veio a procurar companheirismo espiritual? Como é a sua vida de oração? O que espera o seu formando da relação de direção? (Quais são suas próprias expectativas?)
● Você não tem que compartilhar a mesma espiritualidade para dirigir alguém, mas, se você se acha incapaz de se relacionar com a pessoa ou se sente incômodo, você pode sugerir que a pessoa procure outra companheira.
● Às vezes, o que não é dito é mais revelador do que o que é dito. Esteja atento quando assuntos estiverem sendo evitados, e não tenha nenhum medo de fazer perguntas pertinentes.
● Começar a sessão com uma oração ou alguns minutos de reflexão silenciosa pode ajudar estabelecer o foco.
● Tente fazer mais escutando do que falando. Compartilhar suas próprias experiências às vezes pode ser útil, mas pode se mostrar intimidante. Isso é algo que você terá que discernir por si mesmo.

* Em breve será publicada a Lição 3


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Notas de Formação TSSF Brasil

Notas de Formação – Lições 1 e 2
A Terceira Ordem, Sociedade de São Francisco (TSSF) - Região do Brasil - está lançando as Notas de Formação em duas partes, a Lição 1 e a Lição 2.
A Lição 1, a primeira parte das Notas de Formação consiste em explicar o que é a Terceira Ordem da Sociedade de São Francisco e como se dá o processo de Formação para as pessoas que desejam fazer parte da TSSF. O estudo inicia tratando sobre a vocação francisclariana, bebendo das fontes franciscanas, ou seja, buscando inspiração nos primeiros de São Francisco de Assis ou no que seus companheiros escreveram sobre sua vida.

Nesta postagem no blog Claras e Franciscos segue a Lição 1. 
Desejamos a todos e todas uma boa leitura.

Notas de Formação
Terceira Ordem, Sociedade de São Francisco (TSSF) - Região do Brasil

A série Notas de Formação destina-se aos formandos da TSSF para estimular a conversação e a reflexão entre os companheiros de formação, seja em grupo ou individualmente com um companheiro espiritual ou sacerdote. 
Para obter o máximo dessas Notas, mês-a-mês, aconselhamos anotar suas reflexões pessoais em um diário.


Lição 1: O Que é a Terceira Ordem, Sociedade de São Francisco e o que é o processo de Formação?
O que está neste estudo? Exploramos os começos da vocação franciscana, o que é a Terceira Ordem e o processo de formação que nos ajuda a realizar a nossa vocação pessoal dentro da comunidade TSSF.

Para começar a explorar
1. O que o atrai para a vocação franciscana?
2. Como você imagina viver por uma regra pessoal de vida e em comunidade, embora dispersa, como isso pode fazer diferença em sua vida diária?
3. Quais são as suas esperanças, perguntas e preocupações para começar o programa de formação para se tornar um/a terciário(a)?

Aprendendo com as Fontes Franciscanas

Uma Mensagem de Paz
"Ide, disse o doce pai aos filhos, anunciar a paz aos homens, pregai a penitência para a remissão dos pecados. Sede pacientes nas tribulações, vigilantes na oração, vigorosos no trabalho, modestos nos discursos, austeros nos costumes e agradecidos nos benefícios, pois, por tudo isto, vos está preparando um Reino eterno. E eles, prostrando-se, por terra, com humildade, diante do servo de Deus, receberam, com alegria de espírito, a ordem da santa obediência."
São Boaventura, Legenda Maior de São Francisco 3:7

Fazer conhecer suas necessidades entre si
E um manifeste ao outro com confiança a sua necessidade, para que se encontre o necessário e lhe seja servido. E cada qual ame e nutra seu Irmão assim como a mãe ama e nutre seu filho.
Regra Não Bulada (1221) Capítulo IX

Da Recepção dos Irmãos e Irmãs
Se alguém, por inspiração divina, querendo aceitar esta vida, vier aos nossos Irmãos, seja recebido benignamente por eles. E, se estiver firme para aceitar a nossa vida, cuidem-se muito os Irmãos de não se intrometerem nos seus negócios temporais, mas apresentem-no, quanto antes, ao seu Ministro.
Regra Não Bulada (1221) Capítulo II

Uma Leitura de os Princípios
Dia Quatro – O Objetivo (continuação)
Quando São Francisco encorajou a formação da Terceira Ordem, ele reconheceu que muitos são chamados a servir a Deus em espírito de Pobreza, Castidade e Obediência na vida diária (diferentemente da aceitação literal desses princípios como nos votos feitos pelos Irmãos e Irmãs das Ordens Primeira e Segunda). A Regra da Terceira Ordem tem como intenção permitir que as obrigações e condições da vida diária sejam conduzidas dentro deste espírito.

Explorando mais profundamente: Quem somos?
Francisco foi um ser humano carismático que refletia o amor de Cristo e vivia o Evangelho na sua vida. Quase todos que o conheceram o amaram e queriam seguir o seu caminho. A vocação franciscana estava aberta a todos e não estava limitada à vida celibatária dos sem-teto e pobres.
Francisco, rapidamente, viu que o povo que levava uma vida comum tinha sido chamado a servir a Deus com corações e vidas totalmente comprometidos. Assim, há mais de 800 anos, nasceram os Irmãos e Irmãs da Penitência.
As três expressões dentro da vocação franciscana, as Ordens Primeira, Segunda e Terceira, incorporam a trindade amorosa da co-igualdade e mutualidade. Na Comunhão Anglicana, a Primeira Ordem consiste dos Irmãos da Sociedade de São Francisco (SSF) e as Irmãs da Comunidade de São Francisco (CSF); a Segunda Ordem, as Irmãs da Comunidade de Santa Clara (CSCI); e os Irmãos e Irmãs da Terceira Ordem (TSSF). As Primeira e Segunda Ordens moram juntos nas suas comunidades particulares, enquanto a Terceira Ordem consiste de homens e mulheres nas caminhadas ordinárias de vida e moram na comunidade na dispersão. A expressão "Terceira Ordem" denota uma ordem religiosa que vive sob regra e votos, fora de um convento, geralmente sem hábitos ou trajes religiosos, na vida secular ordinária.
É um chamado específico: somos chamados a refletir o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo e seu amor incondicional em qualquer lugar em que sejamos chamados a servir.
Permanecemos uma “Ordem de Penitentes”, embora nos chamemos “terciários/as”, e nossos irmãos e irmãs católicos romanos se chamem de “franciscanos seculares.” A palavra “penitente” tem raiz na palavra grega metanoia: de se voltar (ou re-tornar) para Deus. Esse é o nosso primeiro foco como “penitentes”: estar sempre voltando nossas faces e nosso ser interior para nosso bem-amado Senhor. Nos esforçamos pela paz e unidade na família de Deus através do Evangelho vivendo segundo os modos de São Francisco. O primeiro foco é ordenar nossas próprias vidas, aprender a viver a Regra como indivíduos em uma comunidade dispersa. Esse é um processo de internalização e nos encontramos ordenando tudo em conformidade com o enfoque que nossa Regra requer. Isso acontece devagar e imperceptivelmente; com o passar do tempo, viver essa Regra se transforma de um esforço consciente a uma parte integrante do nosso ser. A Regra se torna nosso centro de orientação interior que permeia nossas ações e palavras. Formar nossa natureza espiritual por meio da vivência da regra de vida com responsabilidade à comunidade é uma antiga tradição. Qualquer regra, franciscana ou outra qualquer, geralmente inclui práticas diretas para conhecer melhor o Senhor (oração pessoal e estudo do Evangelho), para conhecer melhor a nós mesmos (oração pessoal, direção espiritual e auto-exame) e esforçar-nos para tornarmos plenos em Cristo (mais oração pessoal, penitência e negação de si mesmo).
Ao invés de trancar-se num mosteiro, Francisco saiu e abraçou o mundo inteiro com braços abertos – assim como seu modelo, o Cristo crucificado. Seu alcance se fundamentava nas insinuações do Espírito Santo que ele percebia em sua profunda vida de oração, e nos Evangelhos e na comunidade. E ele fazia todas as coisas com grande coração e muita alegria. Oração que leva à ação, generosidade e júbilo de espírito, cuidadoso discernimento e muita proximidade com os ensinamentos e exemplos do nosso Senhor Jesus Cristo devem caracterizar nossa maneira de ser no mundo, tal como caracterizavam an a Francisco.
Somos chamados a comunidade, assim como foi Francisco, embora geralmente não
moremos juntos. Somos chamados a orar, estudar e trabalhar para o reino vindouro de Deus. Somos chamados a conformar nossas vidas e valores ao modelo do Evangelho embora vivendo em nossas vidas particulares seculares.

Para Reflexão:
1. O que você vê como o aspecto mais desafiador de viver a vida religiosa ao exercer uma vida secular ordinária?
2. O que mais anima você em relação à sua regra pessoal? O que mais desafia você?
3. Que ação concreta você pode realizar agora em resposta ao que foi discutido nesta lição?

Passos no Processo de Formação:
Aspirante: Aqueles que se sentirem chamados a uma vida dentro da TSSF podem buscar admissão como Postulante, preenchendo o Questionário Pessoal e entregando-o ao Diretor de Formação junto com um esboço de sua Regra de Vida.
Postulante: O estágio de Postulante demora, normalmente, 6 meses. O Postulante deve procurar um Companheiro Espiritual para acompanhá-lo em sua jornada franciscana. Quando disponível, o Postulante participará regularmente do grupo de Formação local ou Fraternidade onde o Postulante vai aprender e refletir sobre a observância da sua Regra, e mais geralmente, sobre sua vida franciscana.
Noviço: Normalmente, seis meses ou mais depois da sua aceitação, o Postulante pode solicitar ao Diretor de Formação admissão como Noviço. A cerimônia de Admissão de Noviço iniciará o tempo do Noviciado. O Noviço fará o curso de treinamento prescrito pelo Diretor de Formação, normalmente sendo una continuação do programa do Postulante, para aprofundar seu entendimento da vida franciscana e a observância da sua Regra de Vida.

Nota: Um pedido de admissão para a TSSF de alguém que foi professo numa comunidade religiosa e dispensado destes votos, será feito ao Capelão que determinará, em consulta com o Diretor de Formação, um período de formação de não menos de doze meses, apropriado à situação do candidato. Com a aprovação do Capítulo, o candidato pode professar na Terceira Ordem.

Profissão: Normalmente, depois de pelo menos dois anos de noviciado, e ao ser convidado pelo Diretor de Formação, o Noviço entregará por escrito seu pedido para profissão ao Diretor de Formação. Cartas de apoio podem ser enviadas ao Diretor de Formação. O Diretor de Formação junto com o Capelão apresentarão o candidato ao Capítulo para eleição à Profissão. A cerimônia de Profissão marca o novo membro Professo, onde ele ou ela recebe a Cruz de Profissão e o Mandato de Profissão assinado. O membro Professo deve usar a cruz como o símbolo de membresia na Terceira Ordem.

Notas de Formação TSSF Brasil